Lançada a última moeda existente, E com ela o maior e mais sincero pedido. Mas pelo desespero do momento, Por algum motivo o mesmo não foi atendido corretamente. Quem sabe um erro de formulação? Pior que isso... Perdeu-se a moeda, A crença no poço E ainda mais, Perdeu a si mesmo.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Quero uma cartola de mágico,
mas que funcione bem,
para enfiar nela meu coração delirante
e retirar uma engrenagem melhor.
Quero esconder na manga,
na bolsa, nessa cartola encantada,
minha alma falida, a asa quebrada, tanta contradição.
Prefiro um objeto mais útil:
calculadora de emoção, maquininha de escrever,
relógio de sonho preso num lugar.
(Umas peças de metal enfiadas no peito: só o essencial,
para que a cara não desabe de todo no chão.)
Tenho um saudosismo imenso
Sinto-o a todo instante.
Tenho saudades de ti,
Que trago em costumes e gostos,
Na personalidade e na maneira de amar.
Tenho saudades de ti!
Saudades dessa terra que nunca vi,
Trago-te em mim em tudo.
Saudades de ti minha terra querida e amada.
Saudades da minha linda e cordiale Itália.
Ainda não posso caminhar para ti...
Mas trago-te em meu coração
Em meu sangue, minha alma...
Em tudo te trago sempre.